Ásia

Indonésia: Cruz Vermelha avisa que o país deve “preparar-se para o pior” em relação ao coronavírus

É provável que a Indonésia tenha um número muito maior de casos de coronavírus do que o até agora registado, devido aos baixos níveis de testes, e precisa considerar medidas mais duras, como bloqueios, disse à Reuters o chefe da Cruz Vermelha no país.

O quarto país mais populoso do mundo passou de zero casos registados para 309 em menos de três semanas e o número de mortos atingiu 25, maior que qualquer outro país do Sudeste Asiático.

Mesmo assim, existe uma forte suspeição de que os casos ainda estavam a ser subestimados, disse Jusuf Kalla, ex-vice-presidente da Indonésia e presidente da Cruz Vermelha do país.

Se os testes são poucos, os casos são poucos“, disse Kalla, acrescentando que o número real de casos deve ser revelado quando a Indonésia obtiver mais resultados dos laboratórios.

O presidente da Indonésia, Joko Widodo, pediu na quinta-feira que os testes sejam intensificados imediatamente. O país de 260 milhões habitantes tinha testado apenas 1.592 pessoas, bem abaixo de muitos dos seus vizinhos muito mais pequenos.

Kalla defendeu que a Indonésia deve aprender com a estratégia da Coreia do Sul, que utilizou a tecnologia e testou mais de 290.000 pessoas numa tentativa de conter o surto do vírus.

A Indonésia está a importar 200.000 kits de testes da Coreia e 500.000 de outros países, inclusive para testes rápidos, informou o responsável.

O país também deve considerar a possibilidade de fazer bloqueios para conter o vírus, como os que estão a ser realizados nos vizinhos Filipinas e Malásia, além de restringir as viagens durante os próximos feriados que marcam o mês de jejum muçulmano.

Kalla confirmou que 49 dos 132 hospitais em todo o arquipélago designados para aceitar pacientes com coronavírus ainda não estão prontos, enquanto as autoridades se esforçam para obter mais equipamentos de proteção e outros.

O ex-vice-presidente, que cumpriu o seu segundo mandato no governo do presidente Widodo, revelou que tinha aconselhado as autoridades a combater o surto, sendo aberto e preciso nas suas informações sobre o coronavírus, e a garantir que “estivessem preparados para o pior”.

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