Ásia

Indonésia: Dois elefantes de espécie em perigo de extinção encontrados mortos numa semana

(c) Sasin Tipchai, Pixabay

As autoridades indonésias suspeitam que um elefante de Sumatra encontrado morto numa plantação de óleo de palma possa ter sido envenenado ou eletrocutado, sendo a segunda vez numa semana que uma carcaça do animal criticamente ameaçado foi descoberta, anunciaram as autoridades.

Estima-se que a fêmea de 25 anos, que pesava três toneladas, estivesse morta há cerca de uma semana, quando encontrada na quarta-feira na plantação na província de Aceh, de acordo com um veterinário da Agência de Conservação de Recursos Naturais.

“Não houve ferimentos físicos, o que pode indicar morte por eletricidade ou veneno, mas para se ter certeza deverá ser feito um teste de laboratório”, declarou Agus Aryanto, chefe da agência.

Os elefantes frequentemente entram nas plantações da região para se alimentarem de frutos de óleo de palma, especialmente durante a estação das chuvas, indicou o responsável, acrescentando que uma equipa estava nesta semana a tentar impedir que os elefantes se desviem para localidades habitadas.

A perda de habitat e o conflito com seres humanos reduziram nos últimos anos o número de elefantes de Sumatra, encontrados em florestas tropicais principalmente nas ilhas Sumatra e Bornéu.

Outro elefante macho de Sumatra foi encontrado decapitado e com as suas presas removidas na província de Riau na terça-feira.

“As suas presas foram cortadas com força usando uma ferramenta afiada”, disse Heru Sutmantoro, da Agência de Conservação de Recursos Naturais de Riau, referindo que a cabeça e o tronco separados do elefante estavam perto da carcaça.

Testes mostraram que o elefante de 40 anos não tinha feridas e não havia indicação de envenenamento.

Apenas cerca de 2400 a 2800 elefantes de Sumatra exiestem no mundo, colocando-os à beira da extinção, de acordo com o World Wildlife Fund (WWF).

A caça furtiva e o comércio ilegal de animais selvagens continuam descontrolados na Indonésia, apesar dos esforços das autoridades para reprimir a prática.

Segundo a lei indonésia, os caçadores furtivos podem incorrer em penas de prisão de até 10 anos e multados em até 200 milhões de rupias (14.200 dólares).

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo