Ásia

Indonésia em alerta enquanto tribunal examina contestação de Prabowo sobre as eleições

As autoridades indonésias colocaram centenas de tropas armadas à volta do Tribunal Constitucional do país, em Jacarta, devido ao início de uma audiência preliminar sobre uma petição contestando o resultado oficial da eleição presidencial que atribuiu a Joko Widodo um segundo mandato.

O tribunal começou a examinar as provas apresentadas por Prabowo Subianto esta sexta-feira para determinar se precisa realizar um julgamento a partir de segunda-feira. Prabowo, como Subianto é normalmente conhecido, está a contestar os resultados oficiais da eleição de 17 de abril, que concedeu a Jokowi, como Widodo é conhecido, a vantagem de 11 pontos percentuais.

O alerta de segurança visa evitar protestos violentos dos apoiantes de Prabowo após os tumultos que ocorreram em Jacarta, depois do anúncio do resultado oficial no mês passado, terem provocado a morte de pelo menos 7 pessoas e feito centenas de feridos, segundo o Ministro da Coordenação para Assuntos Políticos, Justiça e Segurança, Wiranto.

Enquanto Prabowo apelou aos seus apoiantes para não se reunirem fora do tribunal, alguns grupos convocaram uma manifestação no monumento nacional, a cerca de 300 metros da audiência.

“O sistema de segurança está a postos para garantir a segurança devido ao que aconteceu e do que prevemos para que o público permaneça calmo”, disse Wiranto em comunicado. “Congratulamo-nos com o apelo de Prabowo aos seus apoiantes para que não se juntem no tribunal e respeitem o processo legal”.

O advogado de Prabowo, Bambang Widjojanto, pediu ao tribunal na sexta-feira que “realize um julgamento justo para conceder justiça ao povo da Indonésia”.

Widjojanto defende que a eleição de Jokowi é inválida e inconstitucional, alegando que a eleição não foi transparente.

O governo não vai impor restrições à comunicação social, como aconteceu durante os tumultos do mês passado, já que as autoridades conseguiram bloquear os sites que divulgaram notícias falsas relacionadas com o resultado das eleições, disse o ministro das Comunicações, Rudiantara, por telefone.

O tribunal deverá ouvir o recurso a partir de 17 de junho se considerar as provas admissíveis e entregar sua decisão em 28 de junho.

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