Ásia

Indonésia: Ex-diretor da Petarmina suspeito de pertencer a ‘máfia do petróleo’

A Comissão de Erradicação da Corrupção da Indonésia (KPK) acusou na terça-feira um ex-diretor-gerente do braço comercial da empresa estatal de energia PT Pertamina [PERTM.UL], de ser suspeito de envolvimento num caso de corrupção relacionado ao comércio de petróleo com uma empresa de Singapura.

Depois de quase cinco anos de investigações ao que as autoridades descreveram como uma “máfia de petróleo e gás”, a agência acusou Bambang Irianto, ex-diretor administrativo da Pertamina Energy Service Pte. Ltd. (PES), de receber subornos da Kernel Oil Pte Ltd, sediada em Singapura, para garantir acordos comerciais.

Irianto terá recebido pelo menos 2,9 milhões de dólares entre 2010 e 2013 “pela ajuda que prestou à Kernel Oil relacionada a negociações de petróleo refinado e petróleo bruto com o PES”, alegou o vice-presidente da KPK, Laode Syarif, numa conferência de imprensa.

Irianto pode enfrentar uma pena máxima de 20 anos de prisão e ser condenado ao pagamento de um milhar de milhão de rupias (71.200 dólares), se for considerado culpado num tribunal anticorrupção especial.

Segundo Syarif os subornos foram canalizados através de uma empresa de fachada de Irianto criada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas.

A Kernel Oil usou a Companhia Nacional de Petróleo da Emirates (ENOC) como um veículo para contornar as regras que forçaram o PES a priorizar uma empresa nacional de petróleo numa licitação, disse.

“A ENOC é uma empresa de petróleo, mas não foi o petróleo que o PES comprou, foi o petróleo da Kernel. Por isso, usava a bandeira do ENOC”, disse Syarif.

A Kernel Oil recusou~se a fazer comentários e a ENOC também não respondeu  a um pedido de comentário por e-mail. A porta-voz da Pertamina, Fajriyah Usman, disse que a empresa “respeita o processo legal em andamento e o princípio legal da presunção de inocência”.

A Pertamina desmontou seu braço comercial Petral – a controladora do PES – em 2015, sob as ordens do presidente Joko Widodo. Irianto também foi diretor executivo da Petral até que a empresa ser desfeita.

Widodo fez da transparência do setor de petróleo e gás da Indonésia uma prioridade quando assumiu a presidência em 2014, esperando que a medida melhorasse o clima de investimentos na maior economia do sudeste asiático.

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