Ásia

Indonésia: Jacarta fecha escolas e locais de trabalho para conter propagação de coronavírus

As autoridades da capital da Indonésia, Jacarta, imporão restrições sociais em larga escala, incluindo o encerramento de escolas e locais de trabalho, para conter a propagação do novo coronavírus na área mais atingida do país.

O presidente Joko Widodo tentou limitar a transmissão do COVID-19 com políticas de distanciamento social, mas resistiu às medidas gerais de bloqueio adotadas em muitos países.

No entanto, uma grande proporção dos 2.738 casos confirmados de coronavírus da Indonésia, com 221 mortes, ocorreu na capital densamente povoada de cerca de 10 milhões de pessoas, e, um baixo número de testes realizados, e os dados que mostram um aumento de funerais, sugerem que o verdadeiro número de mortos pode ser muito maior.

Na terça-feira, o ministro da Saúde, Terawan Agus Putranto, assinou uma ordem do governo central, permitindo que o governo de Jacarta introduza restrições à vida pública mais rígidas do que no resto da Indonésia, o quarto país mais populoso do mundo.

As restrições em vigor durante duas semanas prorrogáveis, incluem o encerramento de escolas e locais de trabalho e os limites para eventos religiosos e atividades culturais.

Jacarta já tinha tomado algumas medidas para restringir a vida pública depois de declarar um estado de emergência até 19 de abril, mas a maioria era voluntária e o governador de Jacarta, Anies Baswedan, pressionou por autoridade para tomar medidas mais duras contra o COVID-19.

Baswedan disse em conferência de imprensa na terça-feira à noite que as restrições obrigatórias começariam na próxima sexta-feira com o encerramento dos locais de trabalho, exceto em setores, como saúde, energia, alimentos e finanças, incluindo o mercado de capitais.

O horário de transporte público e a capacidade de passageiros também serão alterados para reduzir o risco de transmissão do vírus. São proibidos grupos de mais de cinco pessoas em espaços públicos e as patrulhas policiais serão aumentadas para garantir o cumprimento. Os detalhes das restrições serão definidos nos próximos dias.

Centenas de milhares de residentes de Jacarta partiram nas últimas semanas para as suas aldeias de origem para encontrarem um refúgio seguro ou depois de perderem o emprego, revelaram as autoridades.

Também há receio de que o êxodo anual de dezenas de milhões de devido ao feriado muçulmano do Ramadão acelere a propagação do Covid-19.

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