Ásia | Segurança

Indonésia levanta restrição das redes sociais ao fim de três dias

A Indonésia suspendeu as restrições que afetam a partilha de imagens e vídeos no Twitter, WhatsApp, Facebook e Telegram no sábado à tarde, informa a Netblocks. As restrições duraram um total de três dias.

Os dados durante as restrições mostraram que as operadoras de internet impuseram um “sofisticado regime de filtragem de censura” no país.

Embora os uploads de fotos e vídeos tenham sido bloqueados, a API, o back-end e os recursos básicos foram intencionalmente deixados em funcionamento. Telkom, XL Axiata Tbk e Indosat estão entre os ISPs que impuseram filtragem seletiva.

Enquanto suspendia a proibição, o governo instou as pessoas a manter a positividade, usar a internet de forma responsável, lutar contra fraudes e provocações.

No dia seguinte à suspensão da proibição, no domingo, o ministro das Comunicações e Informações, Rudiantara, pediu que os indonésios desinstalassem os serviços VPN dos seus dispositivos, “para evitar o risco de monitorização, recolha e pirataria dos seus dados pessoais”.

Os motins eclodiram na capital Jacarta na terça-feira, quando o presidente Joko Widodo foi declarado vencedor da eleição do mês passado. Seis pessoas foram mortas e 200 ficaram feridas.

De acordo com o relatório, os analistas disseram que fraudes e pedidos de violência nas redes sociais aumentaram. O chefe da segurança, Wiranto, disse que o acesso a certos recursos nas redes sociais seria limitado para “evitar provocações e espalhar notícias falsas através da comunidade”. As restrições impedem que as pessoas carreguem vídeos e fotos em plataformas das redes sociais, como Twitter, Facebook, WhatsApp e Instagram.

O ministro das Comunicações, Rudiantara, disse que a restrição seria temporária e deveria reduzir o conteúdo visual que poderia “inflamar” as emoções.

O ministério de comunicações e informação da Indonésia pediu ontem que as pessoas se abstenham de espalhar conteúdo violento e ódio nas redes sociais. Lembrou também às pessoas que partilhar vídeos contendo violência, provocação, incitação e mensagens de ódio baseadas em etnia, religião, raça e grupos sociais foi proibido pela Lei de Transações e Informações Eletrónicas.

De acordo com a Reuters, vários posts contendo conteúdo violento e estavam a circular no WhatsApp. Uma das publicações pedia que os manifestantes atacassem os locais importantes de Jacarta, escondendo explosivos, enquanto outro mostrava um cerco da polícia, a uma mesquita. O relatório disse que os policias estavam disfarçados de chineses.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo