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Indonésia: Líderes da Papua pedem às autoridades que retirem as tropas

Líderes da região oriental da Papua, na Indonésia, pediram ao presidente Joko Widodo que ordene a retirada das tropas e da polícia nacional de uma área onde os separatistas realizaram um dos seus ataques mais violentos.

O governador da província de Papua, Lukas Enembe, disse na quinta-feira que os civis que fugiram para a selva estão a sofrer desnecessariamente. Segundo o governador, não é provável que os combatentes pró-independência ainda estejam na área de Nduga, onde um ataque em 2 de dezembro matou pelo menos 17 trabalhadores.

Depois de se reunir com membros do parlamento provincial e da igreja e líderes tribais, Enembe defendeu que Nduga deveria estar livre de tropas e da polícia indonésia para que os moradores possam celebrar o Natal em paz.

As províncias de Papua e Papua Ocidental são predominantemente regiões cristãs na maioria muçulmana da Indonésia.

Na reunião, as autoridades da Papua concordaram em criar uma força para investigar os assassinatos de Nduga e outras violências. “Este é o desejo do povo papua”, disse Yunus Wonda, chefe do parlamento de Papua, segundo o site de notícias local TabloidJubi.

“Esta equipa não é formada apenas pelo incidente em Nduga. Mas também por toda a violência e incidentes nas terras de Papua, que causaram danos, traumas ou morte de civis da Papua”, disse.

Papua assiste a confrontos desde o início dos anos 1960, quando a Indonésia anexou a região que era uma antiga colónia holandesa. Foi formalmente incorporada na Indonésia em 1969, após uma votação patrocinada pela ONU, que muitos consideraram como uma farsa.

O governo indonésio rejeitou as exigências dos rebeldes para manter negociações sobre o direito do território à autodeterminação.

No início desta semana, o ministro da segurança, Wiranto, disse que não haveria compromisso com uma organização que o governo rotulou como um grupo criminoso.”Eles não são um país, mas um grupo de pessoas que são heréticas”, acusou.

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