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Indonésia: Militante detido tem ligações com o Estado Islâmico

A polícia indonésia informou esta terça-feira que um militante preso na semana passada é suspeito de planear ataques no Dia da Independência e de pertencer a uma rede das Filipinas com ligações ao Estado Islâmico no Afeganistão.

Oficiais da unidade antiterrorista da Indonésia, Densus 88, prenderam o suspeito na província de Sumatra Ocidental na última quinta-feira, informou o porta-voz da polícia nacional, Dedi Prasetyo, em conferência de imprensa.

O individuo, identificado como Novendri, era membro do grupo Jemaah Ansharut Daulah (JAD), inspirado pelo Estado Islâmico, que foi proibido na Indonésia no ano passado por “conduzir o terrorismo” e estar afiliado a militantes estrangeiros.

As autoridades acreditam que Novendri planeava ataques à bomba, a dois quartéis da polícia na cidade de Padang, na província de Sumatra Ocidental, e a outros postos de policia no Dia da Independência em 17 de agosto, disse Prasetyo.

A polícia exibiu um gráfico na conferência de imprensa, expondo as supostas ligações estrangeiras de militantes indonésios, incluindo um líder, identificado como Saefulah, que se acredita estar localizado numa área do Afeganistão, onde militantes do Estado Islâmico operam.

Segundo Prasetyo, alguns militantes indonésios tentaram chegar ao Afeganistão após a derrota do Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Outro indonésio detido na cidade de Bekasi, no oeste de Java, era suspeito de planear ataques suicidas na capital, Jacarta, durante protestos em maio sobre uma eleição disputada, disse Prasetyo.

A polícia também acredita que a rede tinha ligações com militantes nas Filipinas e ajudou marido e mulher a viajarem da ilha de Sulawesi, na Indonésia. Segundo as autoridades, o casal realizou um ataque suicida a uma catedral na ilha de Jolo, no sul das Filipinas, em fevereiro, na qual 22 pessoas morreram.

Prasetyo disse que oficiais antiterroristas indonésios estão a trabalhar na sua investigação em colaboração com polícias de vários países, incluindo Malásia, Filipinas, Afeganistão, Estados Unidos e Austrália.

A Indonésia, que é o maior país de maioria muçulmana do mundo, está a assistir a um ressurgimento da militância. O governo esforçou-se para reforçar as suas leis antiterrorismo depois de uma série de atentados suicidas ligados a células JAD ter matado mais de 30 pessoas na cidade de Surabaya no ano passado.

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