Ásia

Indonésia: Polícia anuncia detenção de suposto líder do grupo implicado no atentado de Bali

A polícia indonésia declarou ter detido o líder da rede extremista ligada à Al Qaeda, Jemaah Islamiah (JI), que realizou o atentado de Bali em 2002 que matou mais de 200 pessoas.

Para Wijayanto foi detido pela polícia de anti-terrorismo com a sua mulher no sábado, num hotel em Bekasi, uma cidade nos arredores da capital Jacarta, informou o porta-voz da polícia nacional, Dedi Prasetyo.

Prasetyo avançou que Wijayanto é suspeito de estar envolvido na produção de bombas usadas numa série de ataques, incluindo os atentados de Bali em 2002, que mataram 202 pessoas, e num ataque em 2004 contra a embaixada australiana em Jacarta, que matou nove pessoas.

O grupo também foi culpado pelo atentado à bomba de 2003 no hotel JW Marriott em Jacarta.

Prasetyo referiu que Wijayanto, engenheiro civil que recebeu treino militar num campo jihadista no sul das Filipinas em 2000, também esteve envolvido no conflito sectário em Poso, conhecido como um foco de militância islâmica na ilha de Sulawesi, na Indonésia.

Desde 2013, Wijayanto também recrutou e treinou membros da ala militar da Jemaah Islamiyah, enviando alguns para a Síria para lutar com grupos extremistas, segundo Prasetyo.

“Ele foi apontado como emir (líder) da Jemaah Islamiyah por causa da sua capacidade e histórico como um combatente islâmico”, disse Prasetyo.

Prasetyo acrescentou que Wijayanto também é suspeito de enviar pelo menos seis grupos de indonésios para o exterior para combater na Síria, além de fornecer apoio a militantes no centro de terrorismo de Poso, na ilha de Sulawesi.

Um militante condenado que agora colabora com a agência antiterrorista da Indonésia, Sofyan Tsauri, revelou que Wijayanto se tornou líder da Jemaah Islamiyah em 2007, substituindo outro militante, Zarkasih, que foi preso e condenado a 15 anos de prisão.

A Jemaah Islamiyah foi banida por um tribunal indonésio em 2008. O grupo foi significativamente enfraquecido, mas não eliminado, por uma repressão da polícia de contra-terrorismo da Indonésia, com apoio dos EUA e da Austrália.

“Na verdade, a Jemaah Islamiyah nunca desapareceu”, disse Tsauri.

Ataques do grupo Estado Islâmico no estrangeiro inspiraram uma nova geração de militantes indonésios, apesar da repressão aos extremistas.

Em maio do ano passado, duas famílias realizaram atentados suicidas em igrejas na segunda maior cidade da Indonésia, Surabaya, matando uma dúzia de pessoas.

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