Ásia

Indonésia prende 22 militantes após ataque ao ministro Wiranto

Pelo menos 22 militantes suspeitos de planear atentados à bomba foram presos numa operação antiterrorista após o ataque à faca da semana passada realizado por um casal militante que feriu o principal ministro da Segurança da Indonésia, Wiranto, informou a polícia esta segunda-feira.

O porta-voz da polícia nacional, Dedi Prasetyo, disse em conferência de imprensa que o esquadrão de elite anti-terrorismo da polícia, conhecido como Densus 88, apreendeu 10 bombas caseiras que se acredita serem destinadas a ataques suicidas, produtos químicos para uso em explosivos, armas de airsoft, facas, documentos com planos de ataques, livros jihadistas, pcs e telemóveis.

A polícia procurava supostos militantes, que se comunicam em grupos de chat nas redes sociais e que juraram lealdade ao grupo Estado Islâmico (ISIS) e são membros de uma afiliada local do ISIS conhecida como Jama’ah Anshorut Daulah, ou JAD.

“Os membros deste grupo estão livres para realizar ‘amaliah’ independentemente, dependendo da capacidade dos que querem realizar os ataques”, disse Prasetyo, referindo-se ao termo em árabe para ação jihadista violenta contra aqueles que são vistos como inimigos do Islão.

O ministro da Segurança, Wiranto, um chefe de polícia local e um terceiro homem ficaram feridos no ataque realizado à plena luz do dia na quinta-feira pelo casal na província ocidental de Banten. Wiranto, está em convalescença num hospital do exército em Jacarta.

Entre os suspeitos presos na série de buscas policiais, estava um homem e o seu filho de 14 anos na ilha de Bali, na Indonésia, que planeavam fazer uma bomba para um ataque contra a polícia local. Outros suspeitos de planear contra as forças estatais foram capturados por comandos antiterroristas na principal ilha de Java, onde fica a movimentada capital Jacarta, em Banten, nas províncias de Lampung, Java Ocidental e Jambi, assim como na cidade de Poso, um viveiro de militantes na ilha de Sulawesi, disse Prasetyo.

O suspeito que foi preso na província de Sulawesi do Norte estava afiliado a um bloco militante alinhado ao Estado Islâmico, chamado grupo Mujahidin, da Indonésia Oriental, na cidade de Poso. Identificado pela polícia apenas por seu nome de guerra, Jack Sparrow, prometeu realizar um ataque à bomba na província indonésia de Papua.

A Indonésia, a nação muçulmana mais populosa do mundo, tem estado em vigilância rigorosa contra os militantes islâmicos desde que os atentados à bomba em Bali em 2002 mataram 202 pessoas, a maioria estrangeiras. A rede Jemaah Islamiyah, que foi responsabilizada pelos ataques de Bali, foi neutralizada após a prisão de centenas de militantes e líderes. No entanto, novas ameaças surgiram nos últimos tempos de radicais inspirados em grupos do Estado Islâmico que atacaram forças de segurança e “infiéis” locais em vez de ocidentais.

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