Ásia

Indonésia: Presidente Joko Widodo insiste em não impor bloqueio apesar do aumento de casos Covid-19

Presidente Joko Widodo

O presidente Joko “Jokowi” Widodo reiterou que não imporá um bloqueio nacional, apesar do crescente número de casos confirmados de Covid-19 no país e alertou os chefes regionais que ponderam impor restrições mais rígidas de circulação nas suas respectivas regiões.

O presidente alega que as características culturais e a disciplina do povo indonésio foram as duas principais razões pelas quais o governo descartou um bloqueio, acrescentando que a decisão também foi tomada após a avaliação de políticas adotadas por outros países durante a pandemia.

Reuni dados sobre países que impuseram bloqueios e, depois de analisá-los, não acho que devamos seguir por esse caminho“, disse Jokowi durante uma reunião no Palácio Presidencial na terça-feira.

Em vez de impor um bloqueio, Widodo reiterou o seu pedido para que as pessoas fiquem em casa e mantenham distância física umas das outras para conter a propagação da doença.

O Chefe de Estado citou reportagens mostrando que os indonésios não estavam a ceder aos pedidos de distanciamento social, incluindo uma reportagem afirmando que uma pessoa que deveria estar isolada saiu para comprar mantimentos e até comprou um smartphone pelo caminho.

A política de distanciamento físico pode impedir a propagação da doença se as pessoas realmente a cumprirem“, disse.

Jokowi também instou as administrações regionais que procuravam impor restrições mais rígidas ao movimento, como fechar escritórios e lojas, a preparar um mecanismo de rede de segurança social para as pessoas diretamente afetadas pela política.

Se as administrações regionais desejam [impor restrições], precisam avaliar minuciosamente o impacto dessa política. Devem analisar o número de empresas que não seriam capazes de operar durante o bloqueio e dar assistência financeira às pessoas que dependem de atividades económicas informais”, afirmou.

Na terça-feira de manhã, a Indonésia registou 579 casos confirmados de COVID-19, com 49 mortes. A doença já se propagou para 22 das 34 províncias do país.

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