Ásia

Indonésia: Singapureanos acusados de importação de lixo

A Indonésia acusou dois singapureanos de importar 87 contentores de lixo de plástico sem as devidas permissões, informou uma autoridade, marcando um passo nos esforços do país para reprimir os embarques de resíduos estrangeiros.

A Indonésia intensificou as inspeções alfandegárias e devolveu contentores de lixo plástico perante um aumento nas remessas dos países ocidentais após a China ter proibido as importações no ano passado.

Os dois singapureanos são um diretor e um comissário da PT Advance Recycle Technology, uma empresa de reciclagem com sede na província de Banten, na ilha de Java, disse o diretor geral de aplicação da lei do Ministério do Meio Ambiente, Rasio Ridho Sani.

Os dois indivíduos foram acusados na quinta-feira de serem responsáveis pela importação de 87 contentores de lixo de plástico de Hong Kong, Espanha, Canadá, Austrália e Japão entre maio e junho deste ano sem as devidas permissões, disse Sani em conferência de imprensa.

Alguns dos resíduos foram encontrados contaminados com itens perigosos, como placas de circuito impresso, controlos remotos usados e baterias usadas, detalhou o responsável.

“Temos que proteger a saúde e o meio ambiente da nossa comunidade. Não queremos que o nosso país seja o local de despejo de outros países. Precisamos proteger a nossa soberania”, disse Sani, salientando que este caso é o primeiro desde que a Indonésia aprovou uma lei de 2009 sobre proteção e gestão do meio ambiente.

O país do sudeste asiático já trava uma batalha para lidar com o seu próprio lixo, que muitas vezes entra em aterros sanitários ou é despejado em rios.

A Indonésia é o segundo maior contribuinte de poluentes plásticos no oceano, depois da China, mostrou um estudo de 2015 na revista Science.

Uma pessoa considerada culpada por importar ilegalmente materiais perigosos e tóxicos pode ser condenada a até 15 anos de prisão e uma multa de até 15 mil milhões de rupias, disse Sani.

As restrições à importação de lixo de plástico foram contestadas por alguns interessados. Um grupo de lobby de plásticos reclamou em agosto que o aumento das inspeções atrasava o material, resultando numa queda nas exportações de produtos plásticos reciclados.

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