Em 2015 morreram 69 jornalistas

Em todo o mundo morreram 69 jornalistas em 2015, como consequência da sua profissão. 28 foram mortos por grupos militares islâmicos, incluindo a al-Qaeda e o Estado Islâmico, de acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas.

A organização sediada em Nova York diz que a Síria foi novamente o lugar mais mortífero para os jornalistas, embora o número de mortes lá em 2015 -13- foi menor do que nos anos anteriores do conflito. “Estes jornalistas são os mais vulneráveis”, Joel Simon, diretor-executivo do comitê declarou acerca dos repórteres e emissoras que trabalham na Síria e noutras áreas ocupadas por extremistas islâmicos.

Os jornalistas mortos por grupos extremistas islâmicos este ano, incluíram oito jornalistas num atentado em Paris, em janeiro, na sede da revista satírica Charlie Hebdo, que publicou caricaturas do profeta Maomé. O grupo Al-Qaeda na Península Arábica reivindicou a responsabilidade pelo ataque em que dois homens armados massacraram 12 pessoas. Afirmaram que era uma “vingança pelo profeta”.

Em outubro, dois jornalistas sírios, Fares Hamadi e Ibrahim al-Qader Abd foram mortos por militares do Estado Islâmico.

Embora algumas das mortes foram entre os repórteres que cobrem zonas de conflito, jornalistas de vários países também morreram após informarem sobre assuntos sensíveis. Pelo menos 28 dos jornalistas que foram mortos tinham recebido ameaças de morte.

No Brasil, Gleydson Carvalho, um radialista que muitas vezes criticou a polícia e os políticos locais por alegadas ilegalidades, foi baleado e morto durante a apresentação do seu programa de rádio à tarde, em agosto. A Comissão de Proteção de Jornalistas registou seis assassinatos no Brasil este ano – o maior número já contabilizado no Brasil.

Entre os 69 jornalistas mortos estão a repórter Alison Parker e o vídeo jornalista Adam Ward, de Roanoke, Virgínia, da estação de televisão WDBJ, que foram mortalmente baleados em agosto pelo ex-colega de trabalho Vester Lee Flanagan II durante uma transmissão ao vivo. O entrevistado, Vicki Gardner, ficou ferido. Flanagan atirou em si mesmo, fatalmente, cinco horas mais tarde, após uma perseguição policial. “Os jornalistas são um alvo e isso só confirma isso”, afirmou Simon dos dados organizados pela comissão. “Esta é uma ameaça global”.

O Comité para a Proteção dos Jornalistas adverte que é cada vez mais difícil pesquisar as mortes de jornalistas em locais de conflito, como Líbia, Iémen e Iraque. A contagem inclui a morte de pelo menos 17 jornalistas mortos em combate ou noutras missões perigosas ou assassinados pelo seu trabalho.

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