Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres

António Guterres afirma que guerra na Ucrânia ameaça humanidade

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, declarou nesta terça-feira, 20 de setembro, que a guerra na Ucrânia é uma “ameaça ao futuro da humanidade”

A afirmação foi feita na abertura do debate da Assembleia-Geral, altura em que o português discursou sobre os grandes problemas que afetam a ordem mundial. Guterres evitou fazer condenações diretas à Rússia, preferindo mencionar possíveis entendimentos para resolver o conflito ao apontar o acordo, envolvendo a ONU e a Turquia, para escoar cereais acumulados nos portos ucranianos desde o início da guerra, assinalado a 24 de fevereiro. 

“Quando nos reunimos num mundo repleto de turbulências, uma imagem de promessa e esperança vem à minha mente: o navio ‘Brave Commander’. Ele navegou no Mar Negro com a bandeira da ONU hasteada orgulhosamente. Por um lado, o que vocês veem é uma embarcação como qualquer outra navegando pelos mares. Mas olhem mais de perto. Na sua essência, este navio é um símbolo do que o mundo pode alcançar quando agimos juntos”, mencionou na abertura do seu discurso. 

“Está carregado com cereais ucranianos para o povo do Corno de África. Ele navegou por uma zona de guerra – guiado pelas próprias partes do conflito – como parte de uma iniciativa abrangente sem precedentes para obter mais alimentos e fertilizantes(…). A Ucrânia e a Federação Russa – com o apoio da Turquia – convergiram para que isso acontecesse, apesar das enormes complexidades, dos opositores e até do inferno da guerra. Alguns podem chamar de milagre no mar. Na verdade, é a diplomacia multilateral em ação”, acrescentou. 

Ainda acerca das consequências diretas do conflito na Ucrânia, o secretário-geral frisou a necessidade de o mundo se unir para aliviar a crise alimentar global e “abordar urgentemente” a crise do mercado global de fertilizantes. Nesse âmbito, apelou à “remoção de obstáculos” à exportação de fertilizantes russos. 

“Este ano, o mundo tem comida suficiente, o problema é a distribuição. Mas se o mercado de fertilizantes não estiver estabilizado, o problema do próximo ano pode ser o próprio abastecimento de alimentos. (…) É essencial continuar a remover todos os obstáculos remanescentes à exportação de fertilizantes russos e seus ingredientes, incluindo amoníaco”, alertou, concluindo que “a escassez global de fertilizantes irá transformar-se rapidamente numa escassez global de alimentos”.

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