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Força multinacional anti jihadista reúne em Paris quando islamistas agrupam forças

Os ministros da Defesa da força multinacional anti jihadista G5 Sahel criada pela França, constituída pelo Mali, Mauritânia, Níger, Chade e Burkina Faso, vão reunir esta segunda-feira 15 de janeiro em Paris para tentarem, de novo, dar um impulso à coligação anti jihadista.

Cerca de um mês após a cimeira promovida pelo presidente francês Emmanuel Macro, que reuniu os chefes de Estado dos países sahelianos, mas também organizações internacionais como a União Europeia, União Africana e ONU, Paris tenta agora impor um calendário operacional para impulsionar a força multinacional, após ter ultrapassado os iniciais problemas de financiamento com a promessa de 300 milhões de Euros de vários doadores.

Temporariamente resolvido o imbróglio financeiro, e começando a existir alguma concordância na aplicação teórica do calendário operacional, o G5 Sahel está agora perante a problemática da coordenação e operacionalidade de cinco forças armadas de países que têm visões distintas sobre o combate ao terrorismo e às forças jihadistas. “Por a funcionar o conjunto dos exércitos não é simples”, reconheceu um militar francês.

Para colmatar esta descoordenação Paris deverá impor ao G5 Sahel o “apoio” da força militar francesa “Barkhane” juntamente com os Capacetes Azuis da missão da ONU (Minusma). Macron está também a tentar negociar um envolvimento de forças britânicas.

Pouco antes do encontro os ministros da Defesa da força do G5 Sahel, o porta-voz do grupo jihadista Estado Islâmico no Grande Sahara (EIGS) chefiado por Adnan Abou Walid Sahraoui disse à agência francesa AFP que os jihadistas no Sahel estão de “mãos dadas” para lutar contra o G5.

No último relatório trimestral sobre o Mali, o Secretário-geral da ONU, António Guterres, considerou “extremamente preocupante” a situação no norte e centro do país, “em particular as regiões de Mpoti e Segou, onde aumentaram os atos terroristas ou associados ao terrorismo”.

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