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França aprova restituição de bens culturais ao Senegal e Benim

O Senado francês anunciou em comunicado que aprovou por unanimidade a restituição de bens culturais ao Senegal e Benim.

O projeto de lei que aprovado visa retirar 27 bens culturais das coleções nacionais, de forma a permitir a sua restituição ao Benin e ao Senegal, que os reivindicou em 2019 e 2016, respetivamente.

O comunicado de imprensa publicado no site desta instituição francesa recorda que “estes bens chegaram à França como prémio de guerra”.

Segundo Catherine Morin-Desailly, o sabre que o projeto de lei visa devolver ao Senegal teria sido confiscado de Amadou Tall, filho de El Hadj Omar Tall, pelo general Archinard após a captura de Bandiagara em 1893. O sabre está nas coleções do Musée de l’Armée em 1909, após uma doação do General Archinard.

Para o Benin, serão devolvidos 26 objetos do Palácio Real de Abomey. Dos objetos constam estátuas, portas de madeira entalhada, altares portáteis, tronos, assentos, um tear, um fuso, uma túnica, calças de soldado e uma bolsa de couro.

“Esses objetos foram levados em 1892 pelo General Dodds, comandante dos exércitos coloniais franceses, como parte da Guerra do Daomé frente ao rei Béhanzin. Estão agora no museu Quai Branly-Jacques Chirac em Paris”, refere o comunicado.

Segundo o texto, Benin e Senegal consideram que “estas são peças particularmente simbólicas no que diz respeito ao seu património, à sua cultura e à sua história”.

Os 26 objetos beninenses fazem parte do tesouro de Béhanzin, o último rei de Abomey.

Já o sabre é da família de El Hadj Omar Tall, considerado no Senegal como a figura da resistência africana à conquista e colonização ocidental.

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