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Imprensa britânica especula em torno da passagem de porta-aviões russo por águas territoriais britânicas

Marinha britânica prepara-se para intercetar o porta-aviões russo ‘Admiral Kuznetzov’ à sua passagem pelo ‘canal inglês’ em direção ao Mediterrâneo.

O ‘Admiral Kuznetsov’ saiu do porto de Severomorsk às 15:00H locais (12:00 GMT) no sábado rumo ao Mediterrâneo oriental sob escolta do Destroyer ‘Pedro o Grande’, do navio de guerra anti-submarina ‘Severomorsk’, e cinco outros navios da frota russa estacionada no norte do país.

Segundo fonte da NATO , citada pelo ‘Telegraph’, a marinha britânica está em estado de alerta e colocou um forte dispositivo em estado de prontidão para intercetar o porta-aviões russo que saiu das águas territoriais russas através do Mar do Norte em direção ao Estreito de Dover e ao canal inglês, já em águas territoriais britânicas.

Segundo a mesma fonte, “a marinha britânica fez deslocar para o referido canal o HMS Duncan, um destroyer tipo 45, e o HMS Richmond, uma fragata tipo 23, além de manter em estado de prontidão um avião espião, um Hercules C-130 e um número indeterminado de caças Typhoon.”

O ministério da Defesa britânico pronunciou-se, entretanto, sobre este assunto em comunicado, dizendo que o “Reino Unido e a NATO monitorizam regularmente o tráfego de navios de guerra estrangeiros nas suas áreas de interesse e que a monitorização do porta-aviões russo não constitui qualquer tipo de excepção a este procedimento.”

No entanto, apesar do caráter de rotina deste procedimento, a imprensa britânica está a cobrir este acontecimento numa perspetiva alarmista, devido à deterioração nas últimas semanas das relações diplomáticas entre o Reino Unido e a Rússia, motivada pelos conflitos na Síria e na Ucrânia e também devido às repetidas violações do espaço aéreo britânico pela aviação russa.

A imprensa britânica tem especulado que o porta-aviões russo se prepara para apoiar a operação militar russa na Síria e continua a dar eco do sentimento anti-russo por parte do governo e de grande parte do Parlamento britânico, transformando a passagem da frota russa pelo canal inglês como uma oportunidade para a marinha britânica responsabilizar a Rússia pela vaga de destabilização que assola a Europa oriental e o Médio Oriente.

 

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