Crise | Europa

Moldávia: manifestantes exigem eleições

Cerca de 30000 pessoas manifestaram-se em Chisinau no último sábado para impedirem a indigitação de um novo governo liderado por Vladimir Plahotiuc e exigirem a realização de eleições.

A manifestação foi organizada por uma plataforma da sociedade civil (Dignidade e Justiça) favorável à integração do país na União Europeia e foi apoiada pelo Partido Socialista moldavo e por outra força política da oposição – Nosso Partido.

A Moldávia enfrenta um vazio executivo desde 29 outubro último, depois do governo em funções ter sido derrubado pelo Parlamento, sem que o Presidente da República, Nicolae Timofti, tenha conseguido até ao momento designar um novo primeiro ministro consensual.

Face à pressaõ dos manifestantes, Timofti recusou designar Plahotiuc como novo primeiro-ministro, apesra deste ter conseguido reunir uma maioria de 56 apoiantes no Parlamento com 101 deputados.

A ex-república soviética, situada entre a Ucrânia e a Roménia, atravessa uma grave crise política motivada pelo desaparecimento, ainda por explicar, de cerca de mil milhões de euros (equivalente a 15% do PIB nacional) do sistema bancário.

A divisão entre um campo pró-europeu e um campo pró-russo tem marcado também a agitação política em torno das principais instituições políticas do país. Já no passado mês de setembro, dezenas de milhar de manifestantes exigiram a demissão do presidente Timofti, acusado de servir os interesses da oligarquia que mantém laços políticos e financeiros à Rússia.

Esta divisão reflete-se na  auto-proclamada ‘República da Transnístria’, território integrante da Moldávia mas que se pretende autodeterminar para manter a associação tradicional com a Rússia.

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