Europa

União Europeia: Alemanha e França distribuem entre si cargos principais

Ursula von der Leyen

Depois de um longo impasse o eixo Franco-Alemão saiu vitorioso na batalha pela Comissão Europeia, reforçando a dominância alemã e francesa numa ocasião em que Emmanuel Macron não conseguiu obter a vitória desejada nas eleições Europeias, sendo ultrapassado pela extrema-direita, e Ângela Merkel está na recta final e no nível mais baixo da sua liderança na Alemanha.

Todavia, o eixo Paris-Berlim conseguiu impor a sua hegemonia na União Europeia. Após complexas negociações, em que Emmanuel Marcon teve de retirar o nome do seu favorito Michel Barnier, considerado por Berlim demasiadamente francófilo, sendo finalmente aprovado o nome da actual ministra da Defesa da Alemanha Ursula von der Leyen para substituir Jean-Claude Juncker como presidente da Comissão Europeia.

Em contrapartida Berlim não bloqueou a nomeação da directora-geral do FMI, a francesa Christine Lagarde, para a chefia do Banco Central Europeu (BCE), um lugar que será deixado vago em Outubro por Mário Draghi. A Alemanha também não travou a nomeação do primeiro-ministro belga à frente de um governo demissionário, Charles Michel, muito apreciado por Paris, para a presidência do Conselho Europeu, substituindo o polaco Donald Tusk.

Para a chefia da diplomacia europeia, para o lugar da italiana Federica Maria Mogherini, foi escolhido o socialista Josep Borrell, um catalão apologista da unidade espanhola, que ocupara o cargo de presidente do Parlamento europeu de 2014 a 2017. Borrell assumira também em 2018 a chefia do ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol do governo de Pedro Sanchez.

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