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Venezuela: Justiça britânica dá a Guaidó o controlo do ouro venezuelano depositado no Banco da Inglaterra

O governo britânico reconhece o chefe do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela, de acordo com uma decisão do tribunal de Londres divulgada quinta-feira que deve decidir qual autoridade venezuelana pode ter controlo sobre as barras de ouro nos cofres do Banco da Inglaterra.

Londres “reconheceu inequivocamente Guaidó como presidente da Venezuela. Este comunicado implica necessariamente que a instituição não reconhece mais Nicolás Maduro como presidente“, diz o texto do juiz, que acrescenta que a Justiça e o governo britânicos devem compartilhar a posição sobre quem é reconhecido como líder do país sul-americano.

A equipa jurídica do conselho do Banco Central da Venezuela que iniciou o julgamento em Londres, com o apoio de Maduro, anunciou em comunicado que irá recorrer da decisão para um tribunal superior.

O Banco Central da Venezuela recorrerá imediatamente da decisão absurda e incomum de um tribunal inglês que quer privar o povo venezuelano do ouro tão urgentemente necessário para lidar com a pandemia“, escreveu na sua conta do Twitter o BCV em Caracas.

O governo de Maduro tinha anunciado que estava a tentar mobilizar uma porção das 31 toneladas de ouro venezuelano que permanecem nos cofres do Banco da Inglaterra para financiar, com o apoio da ONU, despesas na luta contra o coronavírus.

O Banco da Inglaterra adia desde 2019 diferentes pedidos para repatriar os lingotes para a Venezuela depois de Guaidó se ter declarado presidente interino depois de ignorar a reeleição de Maduro e de ser apoiado por grande parte da comunidade internacional.

O Banco Central da Venezuela (BCV) procurará apelar da decisão do juiz, que consideramos ignorar a realidade no terreno“, disse o advogado Sarosh Zaiwalla.

Uma fonte da equipa jurídica da oposição disse que espera que o tribunal inglês também determine que Guaidó tenha autoridade para representar o emissor noutro julgamento em Londres por ouro remanescente de uma operação com o Deustche Bank.

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