Magrebe

Argélia: Militares recusam garantir “transição política” pós-Bouteflika proposta por partido islamista

O vice ministro da Defesa e chefe do Estado Maior argelino, Ahmed Gaïd Salah, respondeu ao apelo lançado por Abderrazak Makri, presidente do Movimento pela Sociedade e a Paz (MSP), próximo dos islamistas, de uma “transição política” de cinco anos pós-Bouteflika garantida pelos militares.

Para Gaïd Salah as forças armadas apenas “recebem as suas ordens do presidente e chefe das forças armadas Abdelaziz Bouteflika e do ministro da Defesa”, noticiou o canal de televisão privado Ennahar TV. Gaïd Salah sublinhou também que a instituição militar “não pode estar envolvida neste tipo de lógicas partidárias e conflitos políticos e que conhece as suas prerrogativas constitucionais”.

Totalmente oposto à candidatura de Abdelaziz Bouteflika a um quinto mandato presidencial, Abderrazak Makri tem multiplicado os contactos com quadros das forças armadas e referiu que existem “oficiais militares desfavoráveis ao statu quo actual” que vive a Argélia.

Para a Frente de Libertação Nacional (FLN), partido do presidente, as declarações de Ahmed Gaïd Salah marcam o fim político da tentativa de golpe contra Bouteflika de Abderrazak Makri.

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