Líbia: Cerca de duas dezenas de katibates ameaçam abrir hostilidades contra o marechal Haftar

Perante as tentativas em conquistar Tripoli pelo marechal Haftar, cerca de duas dezenas de katibates (batalhões) saem do silêncio e ameaçam declarar guerra a quem chamam ditador.

A guerra civil é iminente na Líbia pode estar iminente quando duas dezenas de katibates ameaçam lançar uma ofensiva contra as forças do marechal Haftar cujas forças estão prestes a ocupar Tripoli.

Quwat al maham al khaasa (Forças especiais), Katibat 20, al Haraka al Wataniaya Litahrir Trabeles (Movimento especial de libertação de Tripoli), Katibat 210 entre outras, declararam, através de um comunicado que e-Global teve acesso, a vontade de passar à ofensiva contra as posições de Al Karama, autoproclamadas forças armadas nacionais do marechal Khalifa Haftar.

“As katibates e as organizações de segurança e militares em Tripoli, ao abrigo do governo de união nacional anunciam a sua oposição ao regime totalitário e o regresso da época da ditadura” incarnado por Haftar.

Os signatários do comunicado ameaçam avançar “em força contra todos os que ousem semear a discórdia em Tripoli”, centrando-se em Khalifa Haftar, que qualificam de ditador.

Um responsável de Madjlis Chura Thuwar Benghazi (Conselho consultivo dos combatentes de Benghazi), contactado por telefone, considera que Haftar “alimenta ambições pouco razoáveis e pretende recorrer ao uso da força para conquistar todo o território líbio e impor a sua ditadura a um povo que sofreu um martírio durante mais de três anos” o mesmo lança “um apelo a todos os líbios para que se mobilizarem para travar o ímpeto devastador deste ditador que está pronto a sacrificar todo o povo líbio com o objetivo de dominar um país que ainda hoje sangra profundamente”.

Fontes no local referem também ações de recrutamento massivo de mercenários para as fileiras de Haftar, provenientes do Chade, Nigéria e Sudão.

Uma iniciativa que os líbios de oeste, nomeadamente os amazighes e as forças de Misrata denunciam vigorosamente. “Haftar caminha na mesma lógica que Muamar Kaddafi que recrutou para as suas fileiras mercenários africanos para dominar o seu próprio povo. Um procedimento intolerável assim como é inaceitável a sua auto proclamação como líder. Estamos prontos a sacrificar as nossas vidas para que as gerações futuras vivam com a dignidade e a honra à qual aspiraram os mártires que glorificamos hoje” lança um emir de uma katibat amazigh estacionada em Tripoli que se afirma pronta para combater Al Karama.

RN/KR

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