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Líbia: TPI emite segunda ordem de prisão contra comandante líbio

Os juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiram na quinta-feira um segundo mandato de prisão para o comandante do Exército Nacional da Líbia (LNA), Mahmoud al-Werfalli, acusado de executar dezenas de prisioneiros.

O TPI alega que Werfalli matou pessoalmente 10 pessoas em frente à Mesquita Bi’at al-Radwan em Benghazi, na Líbia, a 24 de janeiro. Segundo a instituição este seria o oitavo incidente em que o comandante é acusado de cometer assassinato como um crime de guerra.

Em agosto do ano passado, o tribunal emitiu o seu primeiro mandato de prisão contra Werfalli pelos assassinatos de 33 pessoas em sete outros incidentes anteriores. Werfali foi acusado de realizar pessoalmente esses assassinatos ou ordenar a sua execução.

No início do ano, um vídeo mostrou Werfalli a matar pessoalmente 10 prisioneiros vendados, presos no local da explosão de um carro armadilhado, em Benghazi em janeiro.

Em fevereiro, o comandante entregou-se às autoridades militares no leste da Líbia devido à investigação do TPI, mas foi libertado um dia depois, de acordo com uma fonte militar. Um porta-voz do LNA afirmou em março que Werfalli não seria entregue ao TPI, devido à “integridade e rigidez” do sistema de justiça da Líbia.

O LNA é a força dominante no leste da Líbia. A organização rejeita o governo internacionalmente reconhecido de Trípoli e está alinhado com um governo separado baseado no leste.

O TPI tem jurisdição sobre crimes de guerra na Líbia depois de ter sido sinalizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em 2011, e tem investigado supostas atrocidades no país.

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