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Magreb: AQMI recorre a combatentes não-árabes

Yahya Abou El Houmam, Emir da Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) para o “Grande Sahara”, congratulou-se com a existência de brigadas formadas por combatentes não-árabes na organização jihadista.

O líder terrorista disse em relação ao ataque contra o hotel Radisson em Bamako, a 20 de novembro de 2015, que matou 22 pessoas, e que foi reivindicado pela Al-Mourabitoune e AQMI: “Temos katibas (brigadas) constituídas a partir desta área disponíveis para qualquer ataque que não recorre aos nossos irmãos facilmente reconhecíveis nesta região”, disse Yahya Abou El Houmam.

Sobre as relações da AQMI com os grupos armados islâmicos Ansar Dine e a Frente de Libertação de Macina, disse que estes “irmãos estão a trabalhar para o mesmo objetivo, a libertação de terras islâmicas e o estabelecimento de califado. Só somos diferentes pelo facto de Ansar Dine ter um objetivo local (Mali)”.

Reiterou que a AQMI não prometeu fidelidade ao Daesh. Houmam considerou que a intervenção do exército francês e dos seus aliados no norte do Mali não “alcançou qualquer dos seus objetivos”. “Os franceses foram incapazes de superar os jihadistas que são agora mais fortes do que nunca”, declarou. “Nós saímos das cidades para a montanha como parte de uma retirada tática. Não houve derrota do terrorismo e do Mujahideen porque não há nenhuma segurança ou estabilidade no Mali, nem libertação dos reféns”, disse Houmam. 

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