Crise | Médio Oriente

Aviões dinamarqueses, australianos e britânicos envolvidos no ataque que atingiu o exército sírio por engano

Cerca de 48 horas após o incidente ainda são desconhecidas as circunstâncias exatas que levaram aviões da coligação internacional anti-Estado islâmico (EI ou Daesh) liderada pelos Estados Unidos a bombardear por engano, uma posição detida pelo exército sírio perto do Monte Thourda, que controla o aeródromo de Deir ez-Zor.

Este ataque causou a morte de pelo menos 60 soldados. Além disso, os jihadistas aproveitaram para assumir a posição ocupada pelas vítimas. Agora, o EI tem capacidade para impedir o movimento de aviões e helicópteros no aeródromo de Deir ez-Zor.

Por outro lado, os EUA, segundo o Wall Street Journal, asseguram que as forças russas na Síria tinham sido avisadas do ataque da coligação em Deir ez-Zor, 30 minutos mais cedo, através de um canal de comunicação criado no quadro de medidas chamadas de “deconfliction“, adoptada em Outubro de 2015, para evitar incidentes da aviação sobre a Síria. No entanto, Moscovo terá dito que desconhecia se as tropas sírias estavam na área que seria atingida (e que tinha sido alvo no passado).

Além disso, o Ministério da Defesa russo, que denunciou os ataques, disse ter sido realizado por quatro aviões, incluindo dois F-16 e dois A-10 Thunderbolt II americanos. No entanto, parece que esta informação é imprecisa.

De fato, o Ministério da Defesa dinamarquês confirmou em comunicado que dois dos seus caças F-16 estavam envolvidos no ataque, com “outras aeronaves” da coligação. Esclareceu ainda que o ataque foi “imediatamente interrompido assim que os russos indicaram que a posição militar síria tinha sido atingida.”

Também Camberra reconheceu que “aviões australianos fizeram parte desta operação da coligação” que visou Deir Ez-Zor. “A Austrália nunca visou intencionalmente uma unidade militar síria conhecida”, argumentou o Departamento Australiano de Defesa, que manifestou pesar e condolências às famílias enlutadas por “este incidente”.

Finalmente, a Royal Air Force (RAF) também foi implicada nestes ataques. “Nós podemos confirmar que o Reino Unido participou no ataque aéreo da coligação em Deir ez-Zor, no sábado”, disse um porta-voz do Ministério da Defesa britânico que adiantou que Londres estará disponível para cooperar “plenamente com a investigação da coligação” sobre o incidente.

 

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