Oficiais Israelitas propuseram uma trégua unilateral de 48 horas às forças armadas do Hezbollah, particularmente nas zonas fronteiriças no sul do Líbano. A trégua sugere, porém, que qualquer ataque por parte do Hezbollah será respondido com medidas militares com consequências devastadoras para as populações libanesas e respetivas residências no sul.
No entanto, o Ministro da Defesa Israelita, Yoav Gallant, recusou esta opção e indicou que não haverá trégua confirmada enquanto os milhares de civis Israelitas deslocados desde o início da guerra estiverem incapacitados de retornar às suas residências no norte de Israel.
Entretanto, o Hezbollah atacou a base aérea Israelita de Meron numa ação de retaliação pelos assassínios de altos oficiais do partido liderado por Sayyed Hassan Nasrallah e também do vice-líder do Hamas, Saleh al-Arouri.
Esta semana foi também marcada por voos baixos de caças israelitas que sobrevoaram áreas urbanas das cidades de Beirute, Tripoli e Baalbeck na noite de domingo, causando pânico entre as populações locais. Apesar das violações do espaço aéreo libanês serem constantes (um relatório publicado pela organização Air Pressure indicou que Israel efetuou mais de 22 mil voos ilegais em 15 anos), estas têm-se intensificado desde a guerra entre Israel e o Hamas em Gaza.
O Hezbollah tem exibido relativa confiança pública nos desenvolvimentos recentes do conflito (nomeadamente quando os seus oficiais informaram que as ameaças israelitas de invadir o Líbano são meramente retóricas). No entanto, o grupo xiita tem estado em alerta máximo relativamente ao número crescente de ataques cibernéticos (incluindo os ecrãs no aeroporto de Beirute e a página web oficial do Parlamento) e atividades de espionagem em solo libanês.
João Sousa