ONU: Iémen à beira da fome

Mais de 7 milhões de pessoas necessitam de assistência alimentar de emergência, incluindo 460 000 crianças, numa altura em que o Iémen está a entrar no terceiro ano de guerra. Mas as partes em conflito, incluindo a Arábia Saudita, que lidera a coligação militar contra os rebeldes Houthi continuam a dificultar a assistência humanitária.

Perante o risco de fome, a coligação militar reagiu bombardeando cada vez mais intensamente o porto de Hodeida, no Mar Vermelho, uma área de fornecimento estratégica. Ao cortar este ponto de acesso, os sauditas, colocam ainda mais a população em risco, na capital, Sanaa, e no centro do país, controlada pelos rebeldes Houthi.

O Iémen depende em mais de 90% das importações. A ONU lança assim o alerta, apelando para um acesso livre e irrestrito a todos os portos do Mar Vermelho, que lida com uma grande parte da ajuda humanitária. Seria preciso desbloquear 1,6 mil milhões de euros, a fim de evitar esse desastre iminente.

António Guterres, Secretário-Geral da ONU, garantiu que dialogaria com os líderes sauditas durante a sua visita oficial da semana passada. Mas um relatório de um grupo de especialistas sobre o Iémen transmitido ao Conselho de Segurança é muito pessimista. Nenhuma das partes tem mostrado interesse em negociações de paz. No entanto, esta é a única maneira de evitar a morte de centenas de milhares de civis tomados como reféns.

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