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Síria: Oposição exige que sejam cumpridas as exigências humanitárias

«Queremos ver os alimentos chegarem às pessoas que estão a morrer de fome, às mulheres e crianças, queremos que as mulheres sejam libertadas e que os bombardeamentos criminosos da Rússia parem», declarou ontem, domingo, Salem al-Meslet, o porta-voz da oposição do Alto Comité Nacional (HNC na sigla em inglês), em Genebra.

O objetivo destas reuniões é fazer cumprir as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas e chegar a um acordo de paz que ponha fim a um conflito que já dura há cinco anos.

Também Bassma Kodmani, membro da oposição, afirmou em declarações à Al-Jazeera, que a delegação concordou em estar presente em Genebra, na Suíça, porque tinham recebido garantias do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, assim como de vários políticos europeus.

Kodmani afirmou que o bloco assegurou evoluções na frente humanitária, na Síria. «Não confiamos no regime, mas aguardamos que algo aconteça a qualquer instante», acrescentou.

Entretanto, em Genebra, o ministro da Informação da Síria, Omar al-Zoubi, afirmou no  domingo que o governo do presidente Bashar Assad «nunca irá aceitar a remoção de dois grupos militares da lista de organizações terroristas impedidas a participarem das negociações de paz».

Ahrar al-Sham e o Exército do Islão, dois grupos islâmicos que lutam para tirar
Assad do poder, concordaram em participar das negociações de paz, mas o governo sírio e a sua aliada Rússia encaram esses grupos como terroristas que devem ser excluídos do processo, juntamente com o Estado Islâmico e a afiliada local da Al-Qaeda, a Frente Nusra.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos adiantou, sem precisar as suas fontes, que os bombardeamentos da aviação russa mataram já 1400 civis. A Rússia entrou no conflito no final de Setembro e a oposição afirma que durante os primeiros meses o seu alvo foram as zonas sob controlo dos rebeldes. Moscovo nega a acusação, garantindo que ao contrário da coligação liderada pelos Estados Unidos, não visa apenas o Estado islâmico mas todos os grupos terroristas presentes no país.

As Nações Unidas medeiam estas negociações e esperam conseguir, ao fim de seis meses, um cessar-fogo num país em já morreram mais de 250 mil pessoas e dez milhões fugiram das suas casas.

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