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ONU vai atacar as finanças do Estado Islâmico

O Estado Islâmico (Daesh) já é considerado como a organização terrorista mais poderosa financeiramente da história. Por esse motivo os ministros da finanças dos 15 estados que compõem o Conselho de Segurança (CS) da ONU decidiram passar à ofensiva aprovando uma resolução que tem como alvo os cofres do Daesh, tentam assim neutralizar as fontes e mecanismos de financiamento da organização jihadista.

Na resolução, composta por 28 páginas repletas de explicações técnicas elaboradas conjuntamente por Washington e Moscovo, o CS pede aos estados membros uma acção “energética e decisiva para cortar os fundos e outros recursos económicos” do Daesh. O mesmo documento recomenda também aos Estados a tipificarem o financiamento do terrorismo como “um grave crime nas suas leis nacionais” e incita também os organismos estatais e privados a partilharem todas as informações susceptíveis de terem uma relação com o financiamento do Daesh.

Segundo estimativas o Daesh recolta mensalmente cerca de 80 milhões USD, estas receitas são geradas pela venda ilícita de petróleo, recolha de impostos nas regiões que controlam, contrabando de antiguidades e resgates de reféns. O Daesh conta também com “dons” de simpatizantes estrangeiros e de ricos contribuintes de países do Golfo.

Com um orçamento anual de cerca de mil milhões USD o Daesh adquire armamento, paga salários aos jihadistas, dá subsídios às famílias dos jihadistas mortos, suporta a precária gestão dos territórios controlados e financia acções terroristas.

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