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A chegada dos sírios ao norte do Mali e o silêncio das autoridades

Mais de seis meses depois de ser noticiada a presença massiva de refugiados sírios no norte do Mali, as autoridades ainda não se pronunciaram sobre o facto.

Perante o receio manifesto por parte da população e os apelos à prudência, feitos por entidades nacionais e internacionais, os governantes optaram pelo mutismo perante a situação.

Com o seu silêncio, as autoridades do Mali querem dar a entender aos malianos que não existe nenhum perigo no norte do país, restando, todavia, por explicar porque é que uma zona de guerra é procurada por aqueles que dizem fugir da guerra. Estará o Regime de Ibrahim Boubacar Keita (IBK), assim como tinha feito o anterior, em 2012, prestes a abrir as novas portas do inferno?

Os observadores questionam-se sobre as razões do silêncio e indiferença das autoridades e sobre o que estará na retaguarda desta nova rota traçada pelos sírios no Mali. Perguntam-se sobre o que leva refugiados que fogem da guerra a procurarem refugio, numa outra zona, também em guerra.

Além de nada ser feito para esclarecer esta situação, o regime de IBK considera que os malianos não têm direito a explicações e garantias.

Os sírios chegam em grupos a Bamako, em automóveis ou transportes públicos, a partir da Mauritânia. A partir da capital maliana, o tráfego dos sírios continua, não para Sikasso, Kayes ou Ségou, mas para Gao, a maior cidade no norte do país. Uma região com deficit de segurança, como outras regiões do norte como Kidal e Tombouctou.

A questão gira em torno do que se esconde atrás do silêncio das autoridades malianas, porque, seguramente, um refugiado deixa uma zona de guerra em busca de paz. Está longe de ser esta a situação.

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