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António Guterres quer que Estados membros da ONU apoiem a força G5 Sahel

O Secretário-geral da Nações Unidas, António Guterres, apresentou um relatório no qual formula várias recomendações para a necessidade de um apoio “multiforme” à força conjunta G5 Sahel, que tem como missão combater as organizações terroristas na região do Sahel. No entanto esta força está inoperacional.

No relatório António Guterres destaca o nível precário de preparação dos países do G5 Sahel, que não dispõem de equipamentos básicos de segurança, tais como coletes antibalas, assim como de insuficientes meios para a recolha de informações e comunicação. À falta de meios é acrescida as divergências sobre a estratégia a adoptar, entre as forças que compõem o G5 Sahel. Todavia, a falta de meios financeiros, é o ponto mais complexo e delicado a gerir nesta força conjunta.

A fim de tentar suprir estas dificuldades António Guterres pediu um apoio financeiro 300 milhões de euros aos Estados membros da ONU, argumentando que a inacção será mais dispendiosa que um apoio à força conjunta.

A divulgação do relatório de António Guterres coincide com a chegada esta quinta-feira, 19 de Outubro, dos embaixadores dos 15 países membros do Conselho de Segurança da ONU a Bamaco onde iniciam um míni périplo pelo Mali, Mauritânia e Burkina Faso a fim de avaliarem as necessidades da força G5 Sahel.

A força conjunta G5 Sahel, com um efectivo de 5.000 homens da Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Chade, tem como missão combater os grupos terroristas na região, e especialmente no norte do Mali. Porém, as discordâncias estratégicas entre os países que compõem a força, e a falta de meios financeiros não tem permitido que o G5 Sahel esteja operacional e activo.

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