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Após ataque contra QG da força G5 Sahel, tropas francesas alvo dos jihadistas no Mali

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Esta sexta-feira, a poucos dias do arranque da Cimeira dos Chefes de Estado da União Africana (UA) na capital mauritana, Nouakchott, na qual participa o presidente francês Emmanuel Macron, o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos levou a cabo um ataque kamikaze em Sévaré no Mali contra o quartel-general  da coligação antijihadista do G5 Sahel, provocando três mortos.

No domingo, 01 de Julho, blindados de apoio à infantaria das tropas francesas da força Barkhane foram alvo de um ataque “terrorista” kamikaze na região de Gao, que causou dois mortos e 23 feridos civis e feriu quatro militares franceses.

Os dois ataques são interpretados como um “sinal” que a organização jihadista Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, liderado por Iyad Ag Ghaly, pretende transmitir à França, apontada como madrinha do G5 Sahel, assim como às tropas francesas no Mali da força Barkhane, numa ocasião em que o chefe de Estado francês Emmanuel Macron inicia encontros, à margem da Cimeira da UA, com os seus homólogos da coligação G5 Sahel, em que pretende debater a “lenta progressão” da força multinacional antijihadista.

Segundo o presidente mauritano Mohamed Ould Abdel Aziz, o atentado de sexta-feira contra o QG do G5 Sahel, revela que a força multinacional “tem ainda enormes falhas” na segurança que têm de ser corrigidas.

Chefiado por Iyad Ag Ghaly, o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos é uma organização jihadista que agrupa vários movimentos terroristas da região saeliana e cuja criação foi anunciada pouco depois da activação da força multinacional G5 Sahel composta pela Mauritânia, Mali, Burquina Faso, Níger e Chade.

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