Sahel

Balanço provisório do massacre em aldeia Fula no Mali sobe para 160 mortos

Ogossagou

Um novo balanço provisório do massacre contra a aldeia Fula Ogossagou na região de Bankass no Mali, junto à fronteira com o Burkina Faso, aponta para 160 mortos, revelou Amadou Diallo, conselheiro municipal de Bankass. Um balanço que foi confirmado pelas autoridades malianas, após a descoberta de vários cadáveres em diversos locais na aldeia, tais como em poços.

Esta segunda-feira 25 de Março o presidente maliano Ibrahim Boubacar Keïta (IBK) deslocou-se a Ogossagou onde disse ao novo Chefe de Estado-maior Aboulaye Coulibaly, “é necessária a segurança aqui, esta é a sua missão”. Coulibaly foi nomeado Chefe de Estado-maior após a exoneração de M’Bemba Moussa Keïta assim como de outros responsáveis militares, sancionados depois do ataque jihadista de 17 de Março contra o quartel de Dioura em que 29 soldados perderam a vida.

Apesar da deslocação e declarações do chefe de Estado maliano, IBK é acusado de minimizar a segurança das comunidades Fulas no Mali, alvo de frequentes ataques de etnias rivais.

No sábado 23 de Março as populações Fulas das aldeias de Ogossagou e Welingara foram o alvo de massacres supostamente perpetrados por uma milícia de caçadores dogons. Perante os indícios e testemunhos que apontam a responsabilidade dos dogons no massacre, o presidente IBK decidiu “dissolver” a associação de caçadores dogons “Dan Nan Ambassagou”. Uma medida considerada “insuficiente” tendo em conta a “ausência total” das autoridades malianas nesta região.

Segundo um responsável da Juventude Tabital, o massacre terá iniciado entre as 05:00 e 06:00 horas quando “centenas de terroristas dozos da milícia paramilitar Dan Nan Ambassagou, chefiada por Youssouf Toloba, foram incitados a atacar a aldeia que abriga centenas de deslocados Fulas”. Entre as numerosas vítimas mortais, o mesmo responsável destacou o assassinato do chefe da aldeia Amadou Barry, 70 anos, que foi degolado em frente à sua família.

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