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Burquina Faso: Terroristas de Ouagadougou podem ter beneficiado da cumplicidade de militares

Após a organização terrorista Nusrat al-Islam Wal Muslimin (Grupo pelo Apoio ao Islão e aos Muçulmanos), liderada pelo maliano Iyad Ag-Ghali, ter reivindicado o ataque de 2 de março na capital do Burkina Faso, que teve como alvo a embaixada de França e o Estado-maior General, surgem suspeitas de que os terroristas terão beneficiado da cumplicidade de “informadores” militares.

Os primeiros indícios que sustentam as suspeitas revelam que os terroristas entraram nas instalações Estado-maior General sem dificuldade e sem necessidade de forçarem a entrada. Também, a resposta militar do interior do edifício não foi proporcional à ofensiva em curso. Outro indício aponta que o ataque terrorista contra o Estado-maior General aconteceu precisamente quando estava em curso uma reunião do G5 Sahel.

A organização de Iyad Ag-Ghali, que assumiu este sábado a autoria dos ataques, avançou que a sua ação foi em represália à eliminação de vários dirigentes jihadistas num raid das forças armadas francesas no norte do Mali. Uma referência à operação militar francesa de 15 de fevereiro em 23 jihadistas foram “mortos ou capturados”.

Depois de ter sido anunciado que o duplo ataque causara cerca de 30 vítimas mortais, um novo balanço provisório indica que durante as ações oito militares e oito terroristas foram mortos e registados mais de 80 feridos, dois quais 12 em estado grave.

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