Sahel | Segurança

Cimeira do G5 Sahel em Niamey

Líderes de cinco países do Sahel encontraram-se com a ministra da Defesa de França, Florence Parly, na terça-feira, para discutir o financiamento de uma força conjunta  para combater o jihadismo na região.

Os cinco países, juntamente com a Nigéria e os Camarões, estão no auge dos ataques jihadistas na África Ocidental que já fizeram milhares de mortos, desencadearam uma crise humanitária e estrangularam as economias que já estão entre as mais pobres do mundo.

No domingo, o ministro da Defesa do Mali, Tieman Hubert Coulibaly, declarou que a força G5 “estará operacional até ao final de março”.

O objetivo é ter uma força coordenada de 5.000 homens em meados de 2018 para patrulhar os lugares críticos e restaurar a autoridade em regiões sem lei.

As reuniões incidirão no funcionamento desta força regional de combate ao terrorismo e outras questões, incluindo a presidência rotativa do grupo, que atualmente está a ser realizada pelo Níger.

As tropas devem colaborar com o exército francês e com os soldados da ONU implantados no Sahel para combater grupos jihadistas na região.

Duas operações do G5 ocorreram até agora com o apoio francês, desenvolvendo-se na região turbulenta “tri-fronteira” entre o Mali, Níger e Burkina Faso. A força também criou uma sede, localizada em Sevare, no Mali.

No entanto, o financiamento para garantir operações de longo prazo, fornecer treino e adquirir equipamentos modernos é uma grande preocupação. Até agora, foram arrecadados 294 milhões de euros, dos quais 100 milhões da Arábia Saudita.

Outra ronda de negociações de financiamento vai ocorrer em Bruxelas em 23 de fevereiro.

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