Sahel | Segurança

Mali: 500 jihadistas de Amadou Koufa entregam as armas em Macina e Seno

O processo de paz nas zonas de Macina e do Seno, no Mali, está em vias de conhecer um forte impulso graças ao desenvolvimento das negociações entre representantes das etnias Fulani e Tuaregue, na região de Mopti e Timbuktu, e o grupo de deputados da 5ª Região.

Os líderes dos jihadistas e os mediadores encontraram-se nos últimos dias com as autoridades de defesa e de segurança do país, em Bamako, para definir as bases deste processo. As autoridades malianas manifestaram uma dívida de gratidão a um general do exército, que mantém o anonimato, e que embora não tenha sido o impulsionador do projeto, esteve no centro das negociações e de todo o processo.

Em resultado do sucesso destas negociações, pelo menos 500 discípulos de Amadou Kufa estão prestes a entregar as armas e integrar-se no processo de paz e reconciliação nacional.

 

A situação de segurança nas zonas de Macina, Seno, Méma, Guimaballa, Farimaké, até à fronteira com o Burkina Faso e a região de Tombouctou, tem vindo a ser caracterizada por ataques perpetrados por jovens assinalados por serem discípulos de Amadou Koufa, próximo de Iyad Ag Ghali que jurou fidelidade à AQMI. Atacam sobretudo aldeões que acusam de desrespeitar o islão, assim como todos os que trajem de uniforme ou sejam agentes do Estado.

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