Sahel | Segurança

Mali sob pressão da ONU para implementação do acordo de paz

O Mali está novamente sob pressão do Conselho de Segurança da ONU para a implementação do acordo de paz. A organização quer identificar os responsáveis pelos entraves à aplicação do acordo, que têm ligações com grupos terroristas ou traficantes, e eventualmente impor sanções.

No final de janeiro, a França congratulou-se com a assinatura do cronograma para a implementação do acordo de paz, mas advertiu que, em caso de novos atrasos, as sanções seriam tomadas.

O embaixador francês, François Delattre apontou que os “atrasos são substanciais” e recebeu apoio dos britânicos, americanos, holandeses, da Etiópia e da Costa do Marfim para a tomada de medidas.

Mahamat Saleh Annadif, enviado especial da ONU para o Mali, declarou aos jornalistas que poderiam ser impostas sanções aos membros das três partes do acordo de 2015 – o governo, uma aliança de rebeldes liderada por Tuaregs chamada Coordenação de Movimentos de Azawad, e uma milícia pró-governamental conhecida como Plataforma.

O responsável lembrou que antes do Conselho de Segurança aprovar uma resolução em setembro passado, criando o comité de sanções, o governo do Mali enviou uma nota aos membros do conselho apoiando a medida e dizendo que “estaria preparado para ser sancionado”.

Contudo, a França indicou que, inicialmente, apenas os funcionários que prejudicam a implementação do acordo, em particular devido à sua cumplicidade com grupos terroristas ou atividades de tráfico, seriam sujeitos ao congelamento dos seus ativos e uma proibição de viajar.

A lista, que será detalhadamente analisada em Bamako, é um primeiro passo para aumentar a pressão no período que antecede as eleições marcadas para julho e agosto.

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