Sahel | Segurança

Pelo menos 16 tuaregues mortos por supostos jihadistas no norte do Mali

Supostos militantes islamitas mataram pelo menos 16 civis tuaregues em ataques no norte de Mali, poucos dias depois de 40 tuaregues terem sido mortos durante ataques similares em aldeias vizinhas, informaram as autoridades locais na quarta-feira.

Os ataques ocorreram na terça-feira em Tindibawen, a 160 quilómetros a leste da cidade de Menaka, perto da fronteira com o Níger, disse à Reuters a perfeita de Menaka, Nanout Kotia.

O procurador local, Bajan Ag Hamatou, disse que 16 civis tuaregues foram mortos no ataque. A MSA-GATIA, uma coalizão de milícias tuaregues no norte do Mali, disse que jihadistas executaram 17 civis, incluindo idosos queimados vivos nas suas casas.

“A maioria dos mortos pertence ao grupo Imghad, que é a etnia da maioria dos combatentes do GATIA”, disse Kotia.

A violência aumentou nos últimos meses, com grupos jihadistas, outrora confinados ao remoto norte do estado africano, explorando as tensões étnicas para recrutar pastores Fulani e estender a sua presença mais para sul.

Os pastores fulanis negros entraram em conflito com a maior parte dos pastores tuaregues, de pele mais clara, devido ao acesso a pontos de água escassos. Alguns juntaram-se ao Estado Islâmico, ativo na região de Menaka.

A crescente violência colocou em dúvida a viabilidade das eleições marcadas para o final de julho, nas quais o presidente Ibrahim Boubacar Keita procura um segundo mandato.

A comunidade Fulani, ao longo da fronteira entre o Mali e o Níger, também acusou a milícia Tuareg de cometer execuções. Na semana passada, líderes Fulani disseram que a MSA-GATIA executou sumariamente ou arbitrariamente prendeu dezenas de jovens Fulani entre 30 de março e 7 de abril.

A MSA-GATIA alega que só tem como alvo militantes armados e nunca civis. Forças francesas no Mali, que cooperam com a MSA-GATIA para combater os jihadistas, também dizem que não têm conhecimento das execuções cometidas pela milícia.

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