Sahel: Iyad ag Ghali pretende atacar de novo capital do Burkina Faso

Num vídeo difundido através da internet 30 de setembro, o principal líder do grupo Ansar al Islam, Iyad ag Ghali, vincou a sua inalterável vontade no combate contra os que qualifica como os “inimigos de Allah”. O Mali e o Burkina Faso são os primeiros países da sub-região presentes no radar desta organização, países acusados de trabalhar abertamente com o ocidente.

De forma a atrair a atenção dos outros muçulmanos sobre o que designaram como sendo o “eixo do mal”, o foco da atenção dos jihadistas é centrada no drama que vivem os palestinianos. Uma fórmula, entre tantas outras, de alimentar alguma credibilidade.

“Aos nossos irmãos da Palestina, o sangue das vossas crianças é o sangue das nossas crianças e o vosso sangue é também o nosso. Esta mensagem, pretende transmitir um sentimento de compaixão dos povos muçulmanos oprimidos, como os palestinianos. Por outro lado, é também a expressão de um sentimento de vingança contra os ocidentais e os seus aliados “em terras do Islão”, refere Iyad ag Ghali.

No Mali e no Burkina Faso a ameaça terrorista está mais presente do que nunca, em particular no local considerado neste momento o alvo principal, Ouagadougou, a capital do país.

Fontes no terreno prevêem iminentes ataques para “cobrar” ao presidente Roch Marc Cristian Kaboré as suas posições “anti jihadistas”, tendo sido já activadas “células adormecidas” que aguardam apenas a luz verde do comando desse grupo dirigido por Iyad ag Ghali.

Segundo um chefe tradicional local, para além do ensino do manuseamento de armas aos novos candidatos à “Guerra Santa”, o fabrico de bombas faz parte do calendário de ensino para melhor “servir a causa”. “Jovens adolescentes recrutados nos meios desfavorecidos há menos de um ano já têm a experiência e maturidade e estão agora prontos a activar a tecla da morte para conseguir aumentar a lista de vítimas”.

“O conhecimento que eles detém do terreno e dos costumes das populações locais tornam-nos invisíveis em todas as metrópoles regionais. Obviamente que a isto acrescenta-se a cumplicidade de alguns responsáveis que trabalham em conivência com os jihadistas” disse o mesmo chefe tradicional.

KR/RN

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