Venezuela: ataque de grupos paramilitares pró-governo ensanguenta campanha de María Corina Machado

Para o “bem e para o mal” foi a expressão utilizada pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para encorajar os seus seguidores em 2024, ano de eleições presidenciais.

A expressão “para o mal”, é violenta e antidemocrática e já se começou a fazer sentir. Na visita oficial da candidata da Plataforma Unitária, María Corina Machado, à cidade de Charallave, a sua comitiva foi atacada impiedosamente por grupos paramilitares pró-governo.

“A violência na política é I-NA-CEI-TÁ-VEL. O que se viu em El Tuy contra María Corina Machado merece uma declaração clara e uma ação categórica das autoridades” referiu Ramón Guillermo Aveledo, político moderado que liderou a secretaria executiva da Plataforma Unitária.

Andrés Velázquez, apoiante de María Corina Machado, garantiu após o ataque “que cada ataque, cada ameaça, dá mais força à nossa candidata. Aquela María Corina que venceu as primárias em 22 de outubro, hoje tem mais força, mais coragem e determinação.”

O ambiente político venezuelano só fica mais quente, especialmente desde à 10 anos, em 12 de fevereiro de 2014, quando um grupo de líderes, incluindo Machado, promoveu a “La Salida”, que foi duramente reprimida pelo governo de Maduro, com o resultado trágico de mortos e feridos, nas ruas das principais cidades venezuelanas.

A Plataforma Unitária tem feito denúncias a nível internacional, incluindo a União Europeia e os Estados Unidos, para que tenham consciência do clima de tensão, assédio e até de “terrorismo de Estado” denunciado pela candidata Machado nas suas redes sociais.

A Plataforma Unitária Democrática, agradeceu ao Parlamento Europeu pela resolução aprovada na passada quinta-feira, com 446 votos a favor, 21 contra e 32 abstenções. “A decisão do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela de inibir os direitos políticos de María Corina Machado não tem fundamento jurídico, pelo que a vencedora das primárias da oposição continua a ser elegível para se candidatar às eleições”, acrescenta ainda o Parlamento Europeu.

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