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Agravamento da pandemia acentua impactos negativos nos grupos mais vulneráveis

A Amnistia Internacional Portugal refere, numa carta enviada ao Primeiro Ministro António Costa, que o agravamento da pandemia está a acentuar os impactos negativos nos grupos mais vulneráveis.

“Sem surpresas, temos constatado que os grupos mais vulneráveis, como idosos, comunidades ciganas, pessoas em situação de sem abrigo, mulheres e migrantes, têm sido particularmente afetados pelos efeitos negativos da pandemia. Neste momento, em que vivemos uma nova fase de confinamento, é expectável que se acentuem ainda mais”, afirma a diretora de Investigação e Advocacy da Amnistia Internacional Portugal, Maria Lapa.

Segundo a organização há famílias que continuam sem condições para cumprir o dever cívico de recolhimento domiciliário, ao qual se acrescenta o problema da pobreza energética acentuado devido à recente vaga de frio. A pandemia também criou um risco acrescido para as crianças que já se encontravam em situação de vulnerabilidade, comprometendo o cumprimento dos seus direitos à educação, alimentação, saúde, entre outros.

Relativamente à população idosa a Amnistia Portugal refere que a pandemia expôs as debilidades dos lares e a situação de muitas pessoas que estão “esquecidas” em hospitais, sem terem casa ou apoio familiar. No emprego, um relatório da Organização Internacional do Trabalho concluiu que Portugal foi o país europeu onde os salários das mulheres foram mais penalizados. A pandemia deixou ainda trabalhadores migrantes sem meios de subsistência ou na mendicidade.

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