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Diogo Freitas do Amaral morreu aos 78 anos

Diogo Freitas do Amaral, antigo presidente e fundador do CDS, morreu esta quinta-feira aos 78 anos, vítima de uma doença oncológica. O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e professor catedrático de Direito estava internado desde dia 16 de setembro nos cuidados intermédios no Hospital da CUF em Cascais.

Freitas do Amaral nasceu na Póvoa de Varzim a 21 de julho de 1941. Licenciou-se em direito em 1963 na Universidade de Lisboa e casou-se em 1965 com Maria José Salgado Sarmento de Matos, escritora, que adoptou o pseudónimo Maria Roma. Tiveram quatro filhos: Pedro, Domingos, Filipa e Joana.

Diogo Freitas do Amaral foi próximo de Marcello Caetano (1906-1980) a quem considerava “mestre e amigo” e terá recusado por quatro vezes convites deste para integrar o Governo.

Presidiu ao CDS entre 1974 e 1982 e entre 1988 e 1991, mas desvinculou-se quando Manuel Monteiro assumiu a liderança do partido em 1992, acabando por aceitar a pasta de ministro dos Negócios Estrangeiros no primeiro governo socialista de José Sócrates, em 2005.

Freitas do Amaral publicou livros técnicos de direito administrativo, ensaios de pensamento político e biografias (Afonso Henriques, Afonso III, Gorbatchov). Escreveu também peças de teatro: “Viriato – Peça em Três Actos” (2003) e “O Magnífico Reitor” (2001).

“Se eu tiver conseguido pôr a maioria dos meus alunos a gostar do direito e da justiça, e uma boa parte dos portugueses a compreender e a aceitar a democracia, se tiver podido colocar no Diário da República algumas boas leis e se tiver honrado o meu país em Bruxelas e em Nova Iorque, terá mesmo valido a pena, foi uma vida cheia.”, escreveu Freitas do Amaral no livro em que também foi autora a sua filha Filipa.

O Governo decretou dia de Luto Nacional no dia do funeral.

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