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Crescimento económico e sustentabilidade não têm de ser contraditórios

Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes

João Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Ação Climática discursou a dia 18 de fevereiro, na Conferência “Sustainable Finance” organizada pelo ISEG – Lisbon School of Economics & Management. Na sessão também participaram Sasja Beslik, Diretor de Desenvolvimento Financeiro Sustentável do Banco J. Safra Sarasin Ltd, Rick Nogueira do DC Green Finance Authority, Miguel Martins, consultor do IFC- Banco Mundial, assim como Clara Raposo e Sofia Santos do ISEG.

Na Conferência, o Ministro do Ambiente defendeu que o crescimento económico e a sustentabilidade têm de estar de mãos dadas. “Espera-se de um Ministro do Ambiente que seja agnóstico em relação à economia. Eu não sou. A economia tem de crescer, para criar bem-estar aos que cá estarão em 2050. Não pode é crescer para fora dos limites naturais. A economia tem de ser circular, neutra em carbono”, explica. “Para isto, o setor financeiro, a banca, e as universidades desempenham um papel preponderante para a consciência das próximas gerações.”

O diretor de Desenvolvimento Financeiro Sustentável do Banco J. Safra Sarasin Lt, Sasja Beslik, realçou a necessidade de mudança: “em 2003, quando comecei a trabalhar na área do financiamento sustentável, esta área não era vista como financeiramente inteligente, porque não aumentava lucro. No entanto, nos últimos anos, com as condições do mundo a alterarem-se e as nossas necessidades também, começou a perceber-se a importância e oportunidades do financiamento sustentável”. Acrescenta ainda: “Na perspetiva do Acordo de Paris, analisámos 3.000 empresas europeias e apenas 117 apresentavam modelos de negócio sustentáveis. A transição para um futuro sustentável tem de ser acelerada

Miguel Martins foi ainda mais longe: “para a implementação de um sistema financeiro sustentável são necessárias duas coisas: novos modelos de negócio e uma mudança de mentalidades. Os modelos de negócio do futuro precisam ser a mais longo termo e responsáveis, mais abertos e mais transparentes, e têm obrigatoriamente de incorporar ambiental, social e corporate governance.”

A urgência de mudar paradigmas foi o tema central da intervenção de Rick Nogueira,  que foi responsável de Climate Finance do executivo de Barack Obama, “A próxima geração quer investimento sustentáveis! E se neste momento são os “baby boomers” que estão a gerir o capital, ele transitará para os “millennials”, que avançarão com investimento sustentáveis. E os investidores já sentem essa pressão.”

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