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Exportações caíram no primeiro trimestre do ano

As exportações portuguesas diminuíram 3,9% e as importações decresceram 0,8% em março deste ano face ao mesmo mês de 2015, tendo o défice da balança comercial aumentado 133 milhões de euros, informou esta terça-feira o INE.

No total do primeiro trimestre, observou-se uma quebra das exportações de bens de 2% face ao mesmo período do ano passado. Este resultado mostra as dificuldades que as empresas exportadoras portuguesas estão a encontrar neste início do ano, justificadas em parte pela conjuntura económica menos favorável a que se assistiu no início do ano tanto na Europa como nos mercados emergentes.

Para além disso, continuou a verificar-se em março uma tendência de forte redução da exportação de combustíveis e lubrificantes. A venda para o estrangeiro destes bens, que são na sua grande maioria produzidos na refinaria de Sines da Galp, caiu 39,2% face ao período homólogo. De acordo com o INE, se se excluíssem estes produtos da análise, a queda das exportações nacionais em março teria sido de 1,3%.

Nas importações, os resultados são semelhantes. As compras de bens ao estrangeiro caíram 0,8% em Março, colocando a variação trimestral num valor ainda positivo de 1%. Em relação à variação das importações, o contributo “mais negativo” foi dado pelas importações provenientes do Reino Unido, com uma quebra de 23,8%, enquanto Angola registou o maior acréscimo (+30,4%).

Por países, destaque para a continuação da queda a pique das exportações para Angola, que caíram 46,4% em março e 45% durante o primeiro trimestre do ano. Angola tem vindo a passar por dificuldades financeiras, que se revelam através da escassez de divisas, prejudicando o desempenho dos exportadores portugueses para o país.

Em contrapartida, as vendas para o principal destino, a Espanha, mantiveram uma tendência positiva com um crescimento de 2,7% em Março. Já para a Alemanha, as vendas apresentaram uma redução de 7,1%, colocando este país de forma mais clara no terceiro lugar do ranking dos destinos preferidos das exportações portuguesas, atrás da França.

Como as exportações diminuíram mais do que as importações, o saldo comercial português voltou a deteriorar-se em março. O défice da balança comercial de bens aumentou 133 milhões face ao mesmo mês do ano passado. Durante o primeiro trimestre do ano, o agravamento deste indicador ascendeu a 376 milhões de euros.

Os dados agora publicados pelo INE dizem respeito apenas à transacção de bens, em particular dos combustíveis, e não incluem informação sobre exportações e importações de serviços, onde se inclui o turismo, podendo ter uma influência significativa na tendência registada nas contas externas portuguesas.

 

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