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Mário Centeno fora da corrida à liderança do FMI

O ministro das Finanças e presidente do Eurogrupo já não estará na corrida à liderança do Fundo Monetário Internacional (FMI), de acordo com a Bloomberg e o Financial Times, que citam fontes próximas ao processo.

A União Europeia reduziu o campo dos seus candidatos para substituir Christine Lagarde no FMI para três nomes: Jeroen Dijsselbloem, Kristalina Georgieva e Olli Rehn.

Na sexta-feira, o Ministério das Finanças francês – que lidera as negociações para a UE – selecionou cinco nomes europeus para o cargo, mas não conseguiu chegar a um consenso.

Dos cinco, Mário Centeno, atual presidente do Eurogrupo de Portugal e Nadia Calviño, ministro das Finanças da Espanha, foram descartados, segundo um alto funcionário próximo das negociações.

Dos três candidatos restantes, Dijsselbloem é conhecido por ter o apoio dos países do norte da Europa e da Alemanha. O ex-ministro das Finanças holandês era presidente do Eurogrupo dos ministros das Finanças durante o auge da crise da zona do euro.

Rehn, um comissário finlandês da UE para a economia e atual chefe do banco central da Finlândia, tem um perfil semelhante ao de Dijsselbloem e provavelmente obterá o apoio dos estados do norte.

A ausência de qualquer candidato do sul da Europa sugere que tanto Rehn quanto Dijsselbloem não serão bloqueados pela oposição de países como Espanha, Itália ou Portugal.

Georgieva, atual presidente-executiva do Banco Mundial, recebeu apoio da França, mas a sua candidatura exigiria uma mudança nos estatutos do FMI, que impedem que um diretor-gerente com mais de 65 anos se candidate ao cargo.

O processo para escolher o sucessor de Christine Lagarde deve terminar em outubro.

 

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