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Portugueses e consumidores na zona euro mais optimistas em maio

As famílias portugueses estão mais otimistas em relação à evolução da sua situação financeira e à situação económica do país e reforçaram os seus níveis de confiança, segundo mostra a informação divulgada esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Depois da queda observada em abril, o indicador de confiança dos consumidores aumentou em maio, tendo este comportamento resultado “do contributo positivo do saldo das perspetivas relativas à evolução da situação económica do país, da situação financeira do agregado familiar e da poupança”, assinala o INE. Este maior otimismo não abrange o mercado do trabalho, o que justifica que as perspetivas de evolução do desemprego tenham contribuído negativamente para este indicador.

“A evolução da situação financeira do agregado familiar aumentou no mês de referência, prolongando a trajetória ascendente iniciada em junho de 2013 e atingindo o valor máximo desde julho de 2002”, acentua o INE.

Notícias menos boas vêm da confiança dos empresários ligados às indústrias transformadoras, que se mostraram menos otimistas quanto à produção nos próximos três meses, e aos serviços. Em contraste, os empresários ligados ao comércio e à construção e obras públicas mostraram-se mais confiantes.

Com todos estes setores ponderados, o indicador de clima económico melhorou para 1,2 pontos em maio, depois de 1,1 pontos em abril, 1,0 pontos em março e 0,8 pontos em fevereiro.

Segundo o INE, o índice melhorou para -11,9 pontos, depois de ter piorado em abril e fevereiro e estagnado em março. A melhoria na confiança dos consumidores ajudou a que o indicador global de clima económico tenha melhorado pelo quarto mês consecutivo, com a confiança dos empresários com tendência mista conforme os setores de atividade.

Os indicadores de confiança do INE são calculados através de médias móveis de três meses dos saldos de respostas extremas a inquéritos. Um número negativo significa que houve mais respostas pessimistas do que otimistas.

A Comissão Europeia divulgou também esta segunda-feira que o indicador do sentimento económico aumentou 0,7 pontos na zona euro (para 104,7 pontos) e 0,5 pontos na União Europeia (para 105,7 pontos) em maio face a abril, mês em que o indicador tinha já crescido, invertendo a tendência de quebra verificada desde janeiro.

Segundo dados da Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, entre as cinco maiores economias da zona euro o indicador macroeconómico aumentou em França (1,5 pontos), na Alemanha (0,4) e Itália, tendo recuado em Espanha (-0,4) e na Holanda (-0,1 pontos).

Em Portugal, o indicador do sentimento económico recuou 2,0 pontos em maio, para os 105,2.

A subida do sentimento económico na zona euro resulta de melhorias significativas na confiança dos consumidores e empresários nos setores do comércio de retalho e da construção, enquanto no da indústria esta se manteve estável e registou uma ligeira baixa no setor dos serviços.

O indicador de sentimento económico calculado pelo gabinete de estatísticas da Comissão Europeia mede a confiança e as expectativas dos consumidores e empresas quanto à economia.

O INE e a Comissão Europeia usam metodologias diferentes para calcular os seus indicadores.

 

 

 

 

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