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Estudos revelam: não falta produção de conhecimento em Portugal. O próximo passo é a sua transferência e valorização na economia

Dois estudos coordenados pela Agência Nacional de Inovação (ANI) revelam que as infraestruturas do Sistema Científico e Tecnológico em Portugal revelam robustez, no entanto, apontam também para a necessidade de uma maior valorização económica do conhecimento, que culmine em novas empresas, produtos e serviços inovadores.

Portugal está acima da média da União Europeia em número de publicações científicas em coautoria fora do espaço comunitário, no número de estudantes internacionais de doutoramento, no registo de marcas comunitárias, no emprego em empresas de elevado crescimento de setores inovadores, entre outros indicadores monitorizados no último European Innovation Scoreboard.

Um inquérito a perto de 100 entidades que fazem a ligação entre o ensino superior e o tecido económico nacional revela que, embora em 2018, tenham sido registadas mais de 500 patentes, as receitas de propriedade intelectual ainda têm uma enorme margem de crescimento.

O estudo revela também que é o setor das TIC (40%) aquele onde a maior parcela das spin-offs e start-ups atuam, seguido pelo setor da saúde e ciências da vida (7%) e biotecnologia (7%).

Apesar destes bons indicadores, o estudo “Análise da Atividade dos Gabinetes e Infraestruturas de Transferência de Conhecimento no Período 2017-18”, revela que falta agora transformar estes ativos em valor económico.

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