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Fundador do Livre deixa o partido devido a divergências com “postura política”

Miguel Dias, um dos fundadores do Livre, anunciou na rede social Twitter que vai deixar o partido, não por divergências ideológicas, mas devido a “uma questão de forma e de postura política”, na qual diz ter deixado de se rever.

“Não foi uma decisão fácil nem leviana. É emocionalmente complexa a decisão de abandonar o LIVRE, partido que ajudei a fundar e ao qual dediquei 6 anos da minha vida. As razões para a minha saída foram explicadas internamente”, lê-se numa das publicações de Miguel Dias.

“Posso adiantar que não estão relacionadas com o conteúdo, pois os meus valores ideológicos e as ideias políticas continuam a condizer em larga medida com o defendido com o partido. Antes com uma questão de forma e de postura política na qual não me revejo”, explicou.

O Livre e a sua deputada única, Joacine Moreira, têm sido alvo de polémica desde que foram tornados públicos desentendimentos entre a direção do partido e a deputada na sequência da abstenção de Joacine Moreira face a um voto de condenação da ação militar israelita na Faixa de Gaza, seguindo-se trocas de acusações de falta de lealdade política ou de falta de solidariedade ainda durante a campanha eleitoral.

Mais tarde Joacine entregou o projeto de lei que altera a lei da nacionalidade fora dos prazos, que permitiriam a discussão da proposta a 11 de dezembro, dia em que estarão a debate no Parlamento os textos do Bloco de Esquerda, PCP e PAN sobre a mesma matéria. Este projeto foi uma das principais bandeiras do partido nas eleições,

Também na terça-feira a deputada foi alvo de criticas na Assembleia da República, devido ao seu assessor solicitar escolta de um elemento da GNR para evitar que os jornalistas pudessem fazer perguntas a Joacine Katar Moreira, uma situação que levou a secretaria-geral do Parlamento a vir esclarecer que esta é uma situação que “nunca se verificou” no Palácio de São Bento e que os serviços de segurança só podem intervir “quando estiver em causa a segurança” dos deputados.

 

 

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