Governo atribui bolsas de estudo para o ensino superior a 29 refugiados

Este ano letivo, 29 refugiados sírios e iraquianos, vão ingressar no ensino superior este ano letivo, através de bolsas de estudo do Alto Comissariado para as Migrações, numa parceria com a Associação Plataforma Global para Estudantes Sírios, avança o portal do Governo português. As bolsas destinam-se a refugiados que tenham chegado a Portugal nos últimos dois anos e o valor atribuído serve também para e apoio à habitação.
Deste 29 alunos, 10 vão integrar as faculdades no designado nível de ano zero (“Ano Zero, Pt+”), que inclui uma dimensão de aprendizagem da língua portuguesa.
As bolsas são resultado do protocolo de cooperação assinado em julho deste ano e representam “projeto inovador”, sublinha o portal. Segundo o ministro-adjunto Eduardo Cabrita, a criação e atribuição das bolsas de estudo “superou largamente as expectativas”, que estava inicialmente planeada para 12 bolsas.
Eduardo Cabrita sublinha que estas bolsas se integram na “política de acolhimento com preparação para a integração plena na sociedade portuguesa e com acesso ao mercado de trabalho” e garante que “é uma iniciativa para continuar”.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou a semana passada à margem da participação na 72ª Assembleia-geral da ONU, que “Portugal tem espaço para mais 8,5 mil refugiados” e sublinhou que “é nossa obrigação acolher refugiados”.





