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Mário Centeno deixa o Governo e a pasta das Finanças fica com João Leão

O Presidente da República aceitou esta terça-feira a exoneração de Mário Centeno como ministro de Estado e das Finanças, proposta pelo primeiro-ministro, e a sua substituição por João Leão, até agora secretário de Estado do Orçamento.

O Presidente da República recebeu do Primeiro-Ministro as propostas de exoneração, a seu pedido, do Ministro de Estado e das Finanças, Professor Doutor Mário Centeno, e de nomeação, em sua substituição, do Professor Doutor João Leão”, pode-se ler no documento da Presidência da República. “O Presidente da República aceitou as propostas, realizando-se a cerimónia da posse no dia 15 de junho, às 10 horas”.

A saída de Mário Centeno, ministro das Finanças, e ministro do Eurogrupo, foi anunciada no dia em que o Governo discute o orçamento suplementar ao Orçamento do Estado para 2020 devido à crise económica provocada pela pandemia da Covid-19.

De referir que Centeno tem sido apontado para o lugar de governador do Banco de Portugal, restando saber se, e quando, poderá assumir o cargo.

O novo ministro das Finanças, João Leão é doutorado em Economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), EUA e é licenciado em Economia e Mestre em Economia pela Universidade Nova de Lisboa e é professor de Economia no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa desde 2008, tendo sido secretário de Estado do Orçamento entre 2015 e 2019 no XXI Governo da Republica.

João Leão foi também diretor do Gabinete de Estudos do Ministério da Economia entre 2010 e 2014 e assessor do Secretário de Estado Adjunto da Indústria e do Desenvolvimento entre 2009 e 2010. Desempenhou as funções de presidente da Comissão Científica do Departamento de Economia do ISCTE entre 2009 e 2010 e de diretor do Doutoramento em Economia (2011-2012), sendo ainda investigador da Business Research Unit do mesmo instituto.

O sucessor de Mário Centeno foi membro do Conselho Económico e Social entre 2010 e 2014 e do Conselho Superior de Estatística entre 2010 e 2014. Integrou também a delegação portuguesa no Comité de Política Económica da OCDE em 2010 e 2012, assim como grupos de trabalho no âmbito da OCDE.

 

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